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#modaconsciente: Precisamos conversar sobre isso


fast fashion

Quem fez a roupa que você está usando agora? Pense em todas as possíveis mãos que passaram por essa peça, desde a produção da matéria prima para fazer o tecido, a fiação, a execução, o tingimento desse tecido. Quem desenhou a sua roupa, modelou, cortou e costurou? Quem vendeu ela? Muito mais pessoas estão envolvidas na confecção de apenas uma peça de roupa e você tem contato quase direto com elas, mas elas estão escondidas de você.

Quem me acompanha pelo blog sabe que eu costuro, e quem costura sabe que isso dá muito trabalho. Tenho uma imensa dificuldade de me desfazer de peças que eu fiz porque crio um vínculo afetivo e dou valor a elas. Eu sei quantas vezes tive que tirar o zíper e por de novo até ficar perfeito ou refazer a costura porque  o tecido ficou engenhado, mas você que não costura não sabe disso. Você vai à loja e compra uma roupa pronta. Esse provavelmente é o único contato direto com a indústria da moda que você tem, ir à loja e comprar a peça. Você nem se pergunta como ela foi parar ali e o que está por trás de toda a sua execução. Provavelmente você não faz ideia de como funciona essa indústria porque tudo isso é muito bem escondido. Na verdade você pode até saber que existe escravidão na moda, mas isso parece ser tão longe de você.

#modaconsciente

Há um tempo estou angustiada com o mundo da moda. Eu estou descobrindo aos poucos como tudo isso funciona e vou dividir o que eu descobrir com vocês, porque todo mundo que já comprou uma peça de roupa na vida precisa saber o que está acontecendo. Como blogueira eu sinto que tenho a obrigação de falar sobre isso e fico triste com a falta de abordagem do assunto nesse meio. Inclusive tive a oportunidade de perguntar a Thássia Naves, uma das maiores blogueiras do Brasil, sobre o assunto e ela parecia nem saber o que era o Fashion Revolution – que em breve explicarei aqui. Senti que incomodei a ela e a Daniela Falcão, editora geral da Vogue Brasil que também estava presente no evento, o Vogue Fashion’s Night que fui em Goiânia.

Por muito tempo fiz parcerias com marcas gringas baratinhas e isso acabou. Eu tenho certeza que tem alguma coisa errada com esses preços absurdamente baixos. Agora darei preferência à indústria local e à marcas transparentes. Quero apresentar opções para um consumo mais ético, sustentável e consciente e aceito a ajuda de vocês.

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Abordarei na  tag #modaconsciente assuntos que precisamos saber sobre essa indústria para que possamos ser menos ignorantes sobre o tema e ter um consumo mais consciente. Aceito sugestões de pauta e referências para pesquisa. Toda a semana teremos pelo menos um post novo com a tag, não deixem de acompanhar!

3 comentários sobre “#modaconsciente: Precisamos conversar sobre isso”

  1. Oi, fiz meu site a pouco tempo e estou doida pra começar a postar!! Estou aqui comentando só pra falar que vc me inspira bastante, que te conheci no lookbook (achei que vc fosse gringa rs), segui no insta e agora leio o blog! Grande beijo e sucesso!

  2. Oi Ana , adorei seu texto!!
    Eu também adoro costurar e sei o quanto da trabalho produzir uma peça. Infelizmente, a maioria das pessoas não têm essa consciência desse mundo ” obscuro da moda” ou talvez não queiram enxergar.
    Adorei sua iniciativa !!
    Com certeza vou acompanhar e dar alguma sugestão de pauta.

  3. Oii Ana,
    eu acompanho o seu blog a um tempo e sempre adoro ver os looks que você cria porque acho muito criativos e bonitos. O fato de você costurar também é algo que eu valorizo porque tem muitas blogueiras por ai que nunca costuraram um botão, só consomem, consomem e consomem.
    Nunca comentei antes, mas desta vez tive que comentar porque adorei sua iniciativa. 🙂

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